ESTABELECENDO METAS PARA O NOVO ANO.

É muito comum chegar no início do ano e estarmos motivados, nos sentindo renovados e esperançosos de que “ESSE ANO…VOU CONSEGUIR COLOCAR EM PRÁTICA AQUILO, AQUILO E AQUILO!” E isso é maravilhoso porque teremos meses para colocar tudo em pratica, temos novas oportunidades de fazer tudo diferente, de fazer as coisas darem certo e dessa vez, saírem efetivamente do papel.

Mas….

Só de motivação e boas intenções as coisas nem sempre acontecem. E, percebemos isso, lá na metade do ano, quando olhamos para trás e vemos que nem metade do que tinha sido planejado e almejado realmente aconteceu. Então, nesse momento, parece que caímos em si e nos frustramos e começamos imediatamente a pensar mal de nós mesmos por nossa incompetência de não ter atingido o que nos propusemos.

Aí, meu amigo, é uma bola de neve, pois em muitos casos, entra aquele pensamento: “Ah, já não fiz nem metade do que tinha que ter feito, agora nem adianta mais querer seguir essas metas aqui!”; e qualquer possibilidade de recuperar alguma motivação e esperança vai embora, some quase que de maneira instantânea. E, mais uma vez, no início do ano, tudo começa e se repete novamente!

Mas até quando você irá ficar nesse círculo vicioso de frustração?

A maioria das pessoas não consegue colocar em prática as próprias metas / projetos porque não pensou da maneira correta em COMO colocar em prática cada um dos seus desejos.

Escuto muito esse exemplo dos meus clientes:

“Ahhh Pâmella…é óbvio que esse tal de “COMO” é super importante, e eu pensei sim em como fazer as coisas acontecerem. Por exemplo: Minha meta é conseguir pagar as dívidas e fazer uma reserva financeira. Então, o “COMO” será conseguir ganhar mais dinheiro, aumentar minha receita.”

Ok, então vamos entender mais a fundo esse exemplo!

Quando você tem uma meta dessa, você já parou para se perguntar:

  • COMO você conseguirá ganhar mais dinheiro e aumentar sua receita?
  • Que receita é essa que você precisa?
  • Quanto de dinheiro precisará ter para pagar as suas dívidas?
  • Quais são suas dívidas (valores)?
  • Quais são os prazos que você tem para quitar cada uma dessas dívidas?
  • Quanto por mês você precisará ganhar de dinheiro para conseguir pagar suas contas normais do mês e ainda sobrar para ir quitando suas dívidas?
  • Quanto você gasta por mês? Quais são seus custos fixos mensais?
  • No trabalho que você tem hoje é possível ganhar mais do que você já ganha?
  • O que você terá que fazer para ganhar mais?
  • Será que você precisará conseguir algum trabalho extra, para ter uma renda extra?
  • Então, será que terá que fazer um empréstimo com alguém ou algum banco?
  • Se for pegar um trabalho extra, como irá organizar sua rotina para dar conta de atender as outras áreas da sua vida (família, saúde, casa, etc)?

Bom…vale lembrar aqui que por enquanto só estamos refletindo sobre um pedacinho da meta que é pagar as dívidas, ainda nem começamos a conversar sobre como fazer a reserva financeira. E, poderíamos continuar mais uma meia hora aqui conversando só sobre esse assunto de quitar as dívidas.

Através desse exemplo simples, começamos a perceber que quando pensamos no COMO fazer alguma coisa, pensamos ainda de maneira muito superficial, não pensamos em todas as coisas que pode acarretar uma decisão em todas as áreas da vida. E, esse é um dos principais motivos que faz com que muitas pessoas acabem vivendo sempre frustradas, com um baixo nível de realização pessoal.

Então, se você deseja realmente sair desse círculo vicioso de frustração e ser uma pessoa mais realizadora, mais produtiva, mais confiante em si mesma, procure destinar tempos (perceba que a palavra está no plural, porque não basta uma vez ao ano reservar um momento para isso) para periodicamente pensar, refletir, planejar e estudar mais a fundo suas metas, definindo ações que realmente sejam factíveis, sejam possíveis de serem realizadas.

“No final, é a atenção aos detalhes que faz a diferença. É isso que distingue os vencedores dos perdedores, os homens dos meninos e, muito frequentemente, os vivos dos mortos.”
(David Noonan)